Arquivo do autor:Silvia Badim

Sobre Silvia Badim

faltam palavras objetivas para definições. eu sou. o que mesmo? professora, militante, biscate, mãe, escritora, amante, livre de rótulos. e o que mais? muito mais. sou muitas. socorro-me do que já disseram, e repito: "eu não quero andar na fossa cultivando tradição embalsamada. meu sangue é de gasolina correndo, não tenho mágoa. meu peito é de sal de fruta fervendo no copo d´água".

Esse tempo presente

  É tempo de plantar Baixinho, pra dentro, sem alarde É tempo de deixar escorrer o rio De transbordar pelas margens E sonhar com flor   É tempo manso, sorrateiro, arredio Da chuva que se derrama escandalosa Das poças de … Continuar lendo

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Para Aline

Eu gosto quando ela segura na minha mão. E ela segura sempre. Firme. Apertado. Todos os dedos sendo tocados pela presença daquela outra mão, junto. Ela, que não é de muitas palavras. O amor para ela se demonstra assim, nas … Continuar lendo

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Cigana

Beija-me os olhos, meu amor. Faz-me adormecer. Meu corpo, saciado de teu corpo, encanta-se no perfume da tua presença. Beija-me as pernas, abertas para a vida que vem. Lambe-me, enquanto desfruto. Meus medos caídos das árvores que plantei no jardim … Continuar lendo

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Que Seja Leve

As coisas leves deveriam permanecer assim. Pairando sobre nossos olhos. Sem culpa. Sem porém. Apenas, sendo. As coisas boas deveriam flutuar sobre nossas almas, inundar os sentidos, passear pelo corpo, transbordar pelos poros. Assim, deveriam grudar nas nossas pernas, ajudar … Continuar lendo

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Desejos e eternidades

O desejo é uma febre, bonita. Um ardor. Sabe do que eu falo? Aquela vontade de outro corpo, que nada mais resolve. Aquele outro corpo. Com nome próprio. Gosto. Cheiro. Daquela. Nada mais resolve. O desejo é urgente, bonita. Ele … Continuar lendo

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