I (don’t) touch myself

Eram três homens e ela numa mesa de bar. O assunto era algo muito corriqueiro na vida deles, e sobre o qual falavam sem pudor nenhum: bronha, punheta, masturbação. Riu. Ficou imaginando que nunca teria uma conversa assim com suas amigas. Não conseguia imaginar nem mesmo suas amigas mais íntimas falando sobre aquilo, ou melhor, sobre siririca, MASTURBAÇÃO .

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Tinha 10, 11 anos quando descobriu que podia sentir prazer se colocasse a mão na sua buceta. Gostava, mas tinha medo que deus castigasse se a visse fazendo aquilo. Afinal, ele é onisciente. Depois lembrou do terremoto naquele país lá longe e achou que deus estaria muito ocupado.

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– As mulheres aqui (nas Ilhas Maurício) não sabem o que é clitóris.

– Comassim?

– Não sabem. Acharam que gozar era ficar molhada. Nunca se masturbaram.

– E elas falaram por quê?

– Elas têm medo. Não é vergonha, é medo. E eu não sei porquê.

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Três pequenas histórias para ilustrar aquilo que já sabemos: a sexualidade das mulheres é castrada. Não temos o direito de gozar. E isso começa no momento mais íntimo do descobrimento do nosso corpo e do nosso prazer. A masturbação não é para as mulheres. Temos vergonha de falar sobre isso, e até mesmo de fazer, ou ainda mais, muitas de nós tem medo de se tocar, de gostar, de saber o que quer na cama, na varanda, na praia, na escada de incêndio…

Mulheres do mundo todo: toquem-se. Com uma mão, com as duas, com brinquedinhos eróticos.

A diva Madonna tem mais a mostrar sobre isso:

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3 respostas para I (don’t) touch myself

  1. Dandi disse:

    “Depois lembrou do terremoto naquele país lá longe e achou que deus estaria muito ocupado”… Viva! hahaha

  2. JOSÉ GOMES disse:

    Sempre tive liberdade, junto à minha esposa e minha filha (junto às demais mulheres da família que os procuram) para discutirmos sobre a importância da mulher se conhecer, tocando-se, experimentando onde mais lhe dá prazer.
    Feliz o homem (ou da mulher) que consegue ter uma mulher com essa abertura, pois isso estreita muito a parceria e a cumplicidade, o que permite mais satisfação do casal.

  3. Jacque disse:

    Estou,antes tarde do que nunca,seguindo esse conselho,e o “melhor”? é que descobri/percebi que sinto MUITO mais prazer sozinha,do que acompanhada,não sei até que ponto os meus tabus internos (vergonha do corpo etc etc..)influenciam,só sei que é assim….

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