Orgia com Brando e Schneider

Aviso aos Navegantes:a Renata Lins publicou este post (Meus 50 tons de…) que incendiou a imaginação d@s bisc@s deste nosso querido Club. Decidimos, pois, cada um@ tratar do erotismo como lhe apetece. Inclusos @s convidad@s. Será uma quinzena caliente não lhes parece? 

#Erotismo em Nós
Orgia com Brando e Schneider, Lis Lemos

– Por quê anda fuçando nos meus bolsos?

– Pra descobrir quem você é.

– Se você olhar bem você me verá escondido atrás do zíper.

No primeiro encontro, você arrancou minha calcinha no meio da sala e se ajoelhou para me chupar. Era noite de São João. Tinha mais gente no lugar e nem nos preocupamos. Era tesão que acenderia uma fogueira de 5 metros. Tive que ir embora, meu desejo escorrendo pelas pernas e seu pau duro sedento pela minha boca teve que esperar até o dia seguinte.

Biscate que sou, voltei no dia seguinte. Trepamos por horas seguidas até que nos demos conta que já amanhecia e precisávamos de algo além do que nos devorar. Era fome, meu bem.

Assim, sucessivas tardes eu voltava. Um dia levei pra sua casa o filme que tanto ansiávamos assistir juntos: Último Tango em Paris. Os encontros de Paul e Jeanne, que nunca souberam seus nomes, nos encantavam pela semelhança com os nossos. Eu chegava à sua casa e sem trocar qualquer palavra nos beijávamos e trepávamos ali mesmo na sala. E seguíamos assim até que o dia amanhecia.

Se a referência mais marcante do Último Tango é a tal cena da manteiga, para mim o que ficou é o seu oposto: a cena em que ela enfia os dois dedos no cu dele, a seu pedido. Nada do mundo lá fora os interessava. As histórias compartilhada sobre o passado de ambos poderia muito bem ser verdade. Ou mentira. Isso nunca foi importante. O que os unia era cumplicidade e desejo.

Nunca nos limitamos ao quarto. Lembro o dia em que transamos em pé na área, enquanto na TV passava nosso filme. Você, Paul e Jeanne já me esperavam para nosso último encontro. Vim da minha casa já sem calcinha, ansiando o momento de sentir seu pau em mim. E assim se fez. Você beijou minha boca violentamente, enfiou a mão na minha buceta, me encostou na parede, me fudeu com força e com seus olhos azuis nos meus. Ah, a primeira cena do Último Tango.

O apartamento em Paris quase vazio abrigava os encontros luxuriosos, cheios de prazer compartilhado. Lembro ainda da sua casa pequenina, com um roseiral na porta, que abrigou nossa luxúria incontida. Nunca soubemos muito um do outro. Conheço seu tesão e os seus gemidos. Você conhece meu corpo com sua língua. Isso é o bastante para nós.

Outros textos da série #Erotismo Em Nós:

O triângulo aponta o caminho, Niara de Oliveira

Erótico Pornográfico, Bete Davis

Águas Feminnias, Sílvia

Espera, Raquel

Inverno, Perséfone

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2 respostas para Orgia com Brando e Schneider

  1. JOSE GOMES disse:

    Por falta de tempo, nunca mais visitei o “biscate”; agora, lendo esse relato despido, “eivado” de um erotismo verdadeiro, sem rebusques de romantismos ou tragédias, é que vejo o quanto eu perdi.
    Muito bom,.

  2. Renata Lins (@repimlins) disse:

    Lis, esse seu texto é uma mostra de algo que eu deixei subentendido no primeiro texto, o que começou essa série: dá pra ser explícito. Bem explícito. Sem ser babaca. Esse o meu problema maior com os tais Cinquenta Tons: não o fato de ser explícito, mas o fato de ser bobo. Muito bobo. Beijo! Adorei!

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