Fala, Gorette*: Fiofagem

Fala, Gorette! Beleza, fia? Saudadocê, tá magrinha, hein! Comendo nada, também… Esse seu cobre só vai gastando! Se eu vi? Vi! Confesso que foi uma experiência bastante assustadora no início, mas depois foi piorando… Tive que repensar toda a existência por causa daquele vídeo! Você também? Ufa! Achei que só eu tinha me espantado com a moça fazendo a tattoo no fiofó… É, Gorette, fiofagem!!!!! Sua infâme…

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Para de gracinha, santa! Poxa, não sei… Acho que é coisa nossa, se assustar… Tem uma galera fazendo e, sério, aquela estrela até que ficou bonitinha. Tudo bem que é uma coisa íntima, talvez não precisasse mostrar, mas há de convir que se tatuagem é arte, pelo menos algumas são, tem que mostrar… E a moça não foi a primeira a mostrar o cu em público… Lembra do disco do Tom Zé? É, aquele do cu com a bolinha de gude… Pois é, cu faz sucesso. E isso desde a Grécia antiga… Não é? Então não reclama…

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Como assim você é contra marcas no corpo???? Ah, para, Gô! Deixa de estória… Você é estauta, tá aí paradinha na sala e leva pintada a hora que eu quiser! E larga de recalque senão eu te tiro a vista de Iemanjá e te viro pra parede… Acho que você tá precisando mesmo refletir sobre a existência… Pensa bem, mané! Olha a quantidade de biscatagi que dá pra fazer depois dessa inovação tecnológica.

Tipo, dá pra ter carinho: Dia dos namorados, surpresas, no meio do passeio de língua você abre o olho e se depara com um “Te Quiero”… os Picasso pira, fia… Dá pra ter sacanagem: precisa apimentar o relacionamento ou fazer aquela biscatagi homérica, aluga o filminho “A tatuagem de Brokeback Moutain”… os Dalí capota! Dá pra ter ilusão: amor platônico, sofrimento, você lembra do Sid Guerreiro pra animar e “que cor? cor azul, na boca e na porta do céu”, pronto, registra a experiência! Os Wilde dá looping… Dá pra ter desespero: desilusão amorosa, dor, depressão, vontade de quê? de gritar! Ó que lindo ter o quadro mais caro do mundo lá!!! os Munch falece, paixão! Impressionista, não?

As possibilidades são imensas, Gô… Já pensou? Um fumè à lá Monet, um jogo de luz à lá Rivera, um sorrizinho à lá Da Vinci, uns traços modernos à lá Tarcila… Um Mama à lá Valesca!!! Os dadaísta batekabelo! Tá vendo como uma fiofagem pode dar felicidade, contentamento e mais graça à vida? Gostou, né! Essa rizadinha maliciosa aí é de quê, hein? Hehehe, tá cogitando… Né? Pois é, fia, libera geral aí e tatua o alter ego! As Freud comemora.

*Fala Gorette é um protótipo de coluna mensal que estou matutando. Gorette, minha amiga, é a estauta com quem estou conversando no momento… Espero que gostem! Augusto ;-p

Sobre mozzein

Augusto Mozine aka @Mozzein é desses. Desses que chega conquistando espaço. Diz-se por aí que ele não gosta de rótulos, mas nós por aqui dizemos que é cientista social e surrealista. Se você passar quietinho e com atenção, vai ouvi-lo conversando com estátuas enquanto escreve nonsense pra quem quiser… Se espalha entre O Blog que Habito, Pode isso, Nelson? e Hipérbole Política (um segredinho: é um inveterado apaixonado, sofre e aproveita o melhor e o pior que as pessoas estão dispostas a oferecer…).
Esse post foi publicado em desejos de biscate, uma biscate quer e marcado , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Fala, Gorette*: Fiofagem

  1. Silvia Sales disse:

    Adorei o combo: texto, a amiga Gorette, a tatuagem no alter ego. Aah, Freud…Maravilha, Augusto, como sempre! Cheirinhos do Pará.

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