Carta Aberta (ou melhor, arreganhada)

Meu querido,

Eu queria te dizer que não é o seus status de relacionamento. Não me importo se você assina de noivo, namorado, marido, amigo, tico-tico-no-fubá. Sua relação com outra pessoa adulta é questão de vocês dois (ou três, ou quatro…). O que for gostoso, livre, consentido e interessante, eu acho que é delícia e está valendo.

A minha questão é diversa. Eu não me importo que você tenha outros vínculos, desde que não traga ou leve, de um pra outro, culpa, pesar, angústia. É isso: eu sempre fui boa lembrança, sabe. Tenho essa vaidade, saber que meus homens olham praquela marquinha chamada Lu na sua linha da vida e dão um sorriso meio de lado, um tanto sonhador. Às vezes suspiram. Porque foi bom. Foi leve. Intenso ou aconchegante, demorado ou fugaz, mas “de boa” sabe.

Pra mim, um relacionamento, por mais transitório que ele pareça vir a ser (e como sabemos o quão transitório ele é se cada relacionamento é feito mesmo de cada instante passado junto? pela intenção? tem muito vínculo que começa na ideia de “bora se divertir este instantinho” e dura anos e outros que se pretendem pra vida toda e se dissolvem em dias, mas, enfim), por mais transitório que um vínculo se pretenda, pra mim ele só tem “graça” se entrar na minha história como possibilidade de alegria.

Não quero abrir o baú das lembranças e encontrar ressentimentos, dúvidas, remorosos. Não quero ter sido “um erro” de alguém. Não quero ser lágrimas de culpa. Não quero ser a necessidade de se dizer: “me perdoe”. Não quero ser a mancha, o pecado, o equívoco.

Porque não é preciso que seja assim. Porque amar alguém é bom. Deve ser bom. Amar alguém é pra ser riso fácil, pele quente e anseios. Estar com alguém com quem a gente quer estar, me parece que deve ser motivo de contentamento. E sentir assim é uma escolha. Você pode escolher ficar com alguém “porque não consegui resistir” ou “porque eu quis e me fez feliz”. E o que a gente escolhe se materializa em ações, sorrisos, entrega.

É assim que partilho minha vida, minha cama, meu corpo: com quem fica feliz por estar justo ali, no meu querer, entre as pernas, no meu riso. Eu nunca andei com balança pro afeto e não me pergunto se você gosta mais de mim. Meu espelho de madrasta da branca de neve já quebrou e deixei os cacos na estrada, refletindo o sol. Não me importo se alguém gosta mais ou menos. O que me interessa é se gosta. Se quer. Se sabe chegar. E, ainda mais precioso, se sabe partir. Se sabe seguir com o coração em festa. Se sabe deixar o meu assim, mesmo que um pouco vazio por uns dias.

Não tenho muita certeza se vale a máxima que cada um escolhe a vida que leva, mas confio que cada um escolhe a vida que lhe leva.

Na terça a Sílvia escreveu um texto muito bonito sobre fidelidade e vem aí (ou, mais exatamente aqui, no sábado, aguardem) um post que vai discutir traição. Então, não vou tratar exatamente disso, você pode ler os dois e já vai saber bem mais de mim. Mas vou adiantando algumas coisas, só pra você não ficar com essa pergunta constante nos olhos e nas letras.

 Eu não acho que há uma cota máxima de beijo, conversa, sexo, carinho pra uma pessoa “gastar” por dia. Mas, mesmo que houvesse, não me incomoda como cada um vivencia seu desejo. Não acho que alguém que está em um relacionamento comigo está dando a outra pessoa algo que deveria ser meu quando conversa, trepa ou dá um cafuné carinhoso. Se houvesse mesmo um “quantum”, porque eu deveria ter poder de veto ou decisão sobre como outra pessoa lida com seu corpo e afeto?

Nunca entendi direito a demanda de exclusividade, sabe. Nunca entendi direito porque se precisa sentir-se proprietário do corpo, do desejo, do tempo, da alegria do outro (vou escrever um outro post só sobre as implicações desta ideia, já tá coçando aqui no juízo, mas pra não me perder, foco, foco).

Eu não demando amor eterno. Eu não preciso de exclusividade. Não entender e não precisar de nada disso, porém, não faz de mim uma pessoa menos criteriosa. Só que meus critérios são outros (ah, linda Leila Diniz, “eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um”). Faz tempo eu decidi ficar não com quem gostasse de mim (é fácil, fácil me querer) mas com quem gostasse de ficar comigo…e isso faz uma diferença enorme nas chegadas e partidas.

Eu tenho cá pra mim que sentir é um aprendizado. “Eu sou assim”, “eu sinto assim”, “é maior que eu” são formas (des) confortáveis de se assujeitar ao nosso próprio sentir. Eu sou o meu desejo, ele não é maior ou menor que eu. E eu tô escolhendo caminhar com quem se sabe desejante. E fica feliz com isso.

Sobre Borboletas nos Olhos

É melhor morrer de vodka do que morrer de tédio, disse Maiakovski. Brindo a isso enquanto acontecem-me coisas surreais. Segue o meu perfil quando me vejo assim: cara a cara comigo mesmo. Ou seja, meio de lado. Um mosaico com rachaduras evidentes. Nostálgica, mas disfarço com o riso fácil. Leio de tudo e com desespero. Escrevo sem vírgulas, pontos ou educação. Dou um boi pra não entrar em uma briga, o resto já se sabe. Considero importantíssimo saber rir de mim mesma. Nem que seja pra me juntar ao grupo. Certa da solidão, fui me acostumando a ser boa companhia. Às vezes faço de conta que sou completa, geralmente com uma taça na mão. Bebo cerveja, bebo vinho e, depois das músicas italianas, bebo sonhos. Holanda, por parte de mãe e de Chico. John Wayne, por parte de pai. Borboleta e Graúna por escolha e história. Tenho uma sacola de viagem permanente no meu juízo e a alma, de tão cigana, não para em palavra nenhuma. Gostaria de escolher meus defeitos, mas não dando certo isso, continuo teimosa. Não sei usar a nova regra ortográfica. Nem a velha, talvez. Amo desvairadamente. E tento comer devagar. Sei lá, pra compensar, talvez. Tem gente que tem a cabeça no mundo da lua. Eu não. Quando vou lá, vou toda. Sou questionadora, mas aceito qualquer resposta. Aspecto físico? Língua afiada e olhos cor de saudade. Gosto de fazer o que eu gosto. No mais, preguiçosa. Sabia o que é culpa, mas esqueci. Nada mais a dizer, prefiro andar de mãos dadas. E dormir acompanhada. Mas, bom, bom mesmo é sal, se você já leu Verissimo.
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33 respostas para Carta Aberta (ou melhor, arreganhada)

  1. ftiagocosta disse:

    Aff… me arrepiei todo com a leitura desse post! Engraçado como compartilho, não igual, mas de alguma forma, desse sentimento. Linda carta! Bjus e obrigado, eu agradeço mesmo pq esse post transformou angústias em leveza.

  2. “É gol!” Alguns vão gritar que tava impedido… E pode até ser que o juizão invalide o lance. Mas lá no fundo, foi gol. E desconfio que para gente é isso que interessa.

  3. Poliane disse:

    Lindissimooooo!!!!!!

  4. “Eu não demando amor eterno. Eu não preciso de exclusividade. Não entender e não precisar de nada disso, porém, não faz de mim uma pessoa menos criteriosa. Só que meus critérios são outros (ah, linda Leila Diniz, “eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um”). Faz tempo eu decidi ficar não com quem gostasse de mim (é fácil, fácil me querer) mas com quem gostasse de ficar comigo…e isso faz uma diferença enorme nas chegadas e partidas.”

    Lu deixa a gente besta com seus textos… lindo!
    E adoro esse filme!

  5. Clara disse:

    Sensacional. Preciso ler mais algumas vezes para tentar arrumar ou (des) arrumar. Já não sei de mais nada.. aah, sei sim. Lu, você é sensacional. borboletanosmeusolhose também no meu estômago. Me fez sentir tantas coisas…

  6. Silvia Badim disse:

    Coisa linda Lú!!!!🙂

  7. Lourdes disse:

    Gostei demais! Quanto arrojo, quanta liberdade! tô compartilhando esse blog…tudo bem?

  8. Clara Gurgel disse:

    “Faz tempo eu decidi ficar não com quem gostasse de mim (é fácil, fácil me querer) mas com quem gostasse de ficar comigo…e isso faz uma diferença enorme nas chegadas e partidas.” Essa Lu é linda! Decerto que continuarás a biscatear por aqui tb lá dazoropa, né?! Beijo!

  9. Isabela disse:

    Lú! blogueiras, comentaristas em geral..
    Poderiam me dar uma forcinha aê???..
    Pois bem.Eu acredito e louvo a ideia de deixar as pessoas entrarem e saírem de nossas vidas quando quiserem, deixando as portas sempre abertas.Blz:Sei bem que sou livre pra ser quem eu sou.Maass saber e ser são coisas bem diferentes.Tenho que admitir que tenho sido bem medrosa ultimamente…
    Tenho um professor muito, muito atraente! e quando interajo com ele, ou até mesmo quando sei que ele está por perto.. fico toda boba, (sindrome-garotynha-apasionada) com isso, acabo me restringindo de expressar ou participar das discussões na sala.. com MEDO (isso! o vergonhoso medo) de fazer uma bobagem, do pessoal me zuar (ele é o professor!), ou dele achar que estou obcecada por ele (se achante!) e na verdade.. eu tô até afinzinha dele, mas só conheço o lado bom do cara.. pq a final ele é professor! mostrar a parte ruim não seria interessante e mesmo se mostrasse, duvido que seria interessante para mim vê-las.
    Enfim, vc(s) pode(m) me dar um toque/tapa/empurrão só uma forcinha?
    Sabe oq é pior? Sei que só preciso ficar calma e ser eu!Mas o difícil está no fazer..
    Tá osso sair da passiva.
    Eu não sei se isso é um ”socorro!” ou só um desabafo.Ninguém faz mágica afinal.
    Vlww por ouvirem/lerem
    Um abraço,
    Bjss pra vcs!

    • Luciana disse:

      Isabela, querida, eu adoraria ter alguma ideia pra dizer agora e te dar help e, principalmente, não deixar seu comentário no vácuo. Mas não sei se as coisas que eu teria a dizer seriam a) corretas b) úteis c) boas de ouvir. provavelmente nenhuma das 3 coisas. Se você me lê, já sabe que sou das que acham que entre dois adultos que se querem e consentem, tá tudo ok. Entretanto, meu ouvidinho psicanalista sempre fica com um pezinho atrás quando um destes adultos é professor, terapeuta ou outra figura similar. Talvez, talvez, talvez esperar o semestre acabar e ver como as cosias rolam seja uma opção a ponderar. Beijinhos

      • Isabela disse:

        Valeu.É uma questãozinha delicada, tem me incomodado bastante, vou tentando me libertar aos pouquinhos.Ficar angustiada na carteira num dá mais D:
        Qualquer conselho será bem vindo (até puxão de orelha tá valendo).Já ouvi bastantes conselhos das minhas amigas.Alguns bem ruins (que descartei logo de cara) tipo: ”arranja um namorado que vc esquece rapidinho” apesar de estar um pouco aflita com a situação, não me parece (nem de longe) um motivo pra ”arranjar um namorado” (faala sério, né?!), tiveram alguns engraçados ”assiste filme de terror”, alguns imperativos ”vai estudar!”.O melhor até agora foi ”imagina ele cagando!” funciona um pouquinho, bem rapidinho.. e depois volta… haha
        Vir aqui, ler as biscates é quase uma terapia, a liberdade! a revolta! palavras que dançam e redançam satisfeitas! gosto disso, me identifico, é lindo! lindo!
        Professor é furada, é tenso mesmo.Mas aos poucos eu vou tentando sair dessa, errando aqui e ali.Esse medo vô ter que deixar pra trás.Como num sei!mas vamu ness!
        Lú, vc é linda!
        Brigada demais pela atenção e preocupação!
        Bjãoo❤

  10. Dandi Marques disse:

    Lu, texto maravilhoso! mesmo usando o recurso das outras ideias que fervilham nos parênteses — o que vai nos deixar loucos aguardando ansiosamente os temas prenunciados. Nos deixa mal acostumados com tanta leveza e liberdade emanando de sua escritura.

    Beijos!

  11. tatiols disse:

    Dance bem, dance mal, dance sem parar. Dance bem, dance até, sem saber dançar… E que seja doce.

  12. mayroses disse:

    Essa danada dessa luciana…rs…sempre conseguindo colocar em letrinhas aquelas coisas que a gente sente bem lá no coração. Beijos, linda!

  13. aninhalive disse:

    Com todo respeito pela sua opinião, eu discordo. Num trecho vc diz \”Porque amar alguém é bom. Deve ser bom. Amar alguém é pra ser riso fácil, pele quente e anseios\”. E em outro ainda: \”Não quero ser a necessidade de se dizer: “me perdoe”. Não quero ser a mancha, o pecado, o equívoco\”. As pessoas não são perfeitas. Vc não é perfeita. E qdo vc se relaciona profundamente com alguém tem contato tanto com a pele quente e o riso fácil, quanto com os erros, com a culpa, com o me desculpe. Faz parte. Pq todos nós somos humanos. Erramos. E amar verdadeiramente é ser capaz de se relacionar com o fato de que quem te ama vai te machucar de vez em quando. E que vc tb vai machucá-la (seja por uma frase enviesada num dia de mau humor ou pelo que for). E que apesar dos defeitos que os dois têm, ainda assim ficar junto é bonito. Pq significa crescer junto. Pedir desculpa, se emendar e ser melhor. Pelo que vcs têm. Pelo que vcs são. Essa ideia de viver um relacionamento sem culpa, sem dor, sem nenhum tipo de lágrima é simples idealização. É viver na superfície. Como se um ser humano pudesse ser com o outro apenas a parte boa que tem de si. Ou aceitar do outro apenas o que ele tem de melhor. Quem sinceramente gostaria de conviver com uma pessoa que só te aceita se vc está sempre sorrindo e nunca erra? Que te aceita desde que vc não faça nada, não cobre nada e não peça desculpas? Eu não gostaria. Isso não é se relacionar. É tentar editar o outro, os relacionamentos, a vida. E geralmente a gente tenta editar a vida para que não sejamos machucados. A filosofia \”vamos viver só o que é bom e o que é leve\” me parece escamotear o \”vou me envolver até a página B para não me machucar\”. Amar é querer estar com a pessoa não somente pq ela tem o riso fácil e outras milhões de coisas maravilhosas. Isso é fácil. Amar, na minha humilde opinião, é também querer estar com a pessoa apesar de ela ser uma chata de vez em quando e te ligar perguntando onde vc está e com quem. Amar um ser humano. Com sua cota de qualidades e defeitos. E se isso significa sofrer de vez em quando, ok. Pq isso tb significa se relacionar na totalidade.

    • Acho que não nos entendemos. Não sei de onde você tirou toda essa demanda de um mundo perfeito. Certamente não foi isso que escrevi no texto. Eu me referi a um evento específico que é começar um relacionamento com a outra pessoa já sentindo culpa.

      Deixa eu esclarecer: eu não tenho medo das dores do amor. Não tenho nenhum problema com o cotidiano. O que eu não quero, é uma escolha pessoal, é um relacionamento que começa com a outra pessoa sentindo culpa por estar, por exemplo, comigo e com outra pessoa. Se eu posso evitar ser um motivo de culpa e remorso, se a outra pessoa não se sente livre e à vontade, porque mesmo eu deveria insistir em um relacionamento? Acho que idealização mesmo é a ideia que se pode e deve tudo em nome do “amor”. Pra mim não existe “o amor”, essa entidade absoluta que justifica tudo, mas amores, concretos, reais, possíveis com pessoas concretas e reais. “Amar é” é uma falácia. Amamos cada um de um jeito, do nosso jeito específico, à uma pessoa específica. Outra idealização: de que existe relacionar-se na totalidade. As relações são, por natureza, incompletas, se nos relacionamos com pessoas que são, por natureza também, incompletas.

      Por fim, acho que os sentimentos são pêndulos e não retas. Não acho que existe relação entre profundidade e intensidade ou valor. O pêndulo indica que, quanto mais leve, mais pesado. Quem não se arrisca na leveza não conhece a profundidade, diz lá o Eco e o Kundera. Eu tô nessa. Escolhi o riso. Escolho o bom. pra mim e pro outro.

      Mas isso é uma opção. Uma decisão pessoal. As escolhas, acredito eu, acreditamos aqui nesse club, devem ser respeitadas, não por uma questão de educação, mas pela crença profunda que não há caminho certo, escolha apropriada ou verdade absoluta quando se trata de sentimentos e vivências.

  14. Isabela Casalotti disse:

    Lu, como sempre, arrasando. Caramba, seus textos me viram do avesso! E sempre me deixam com uma vontade imensa de te abraçar…
    Pode deixar que vou te incluir nas conversas sobre eles com a Desiree😉

  15. Arlene Pereira Nepomuceno disse:

    Nossa prima estou boqueaberta com a riqueza de ousadia com que vc escreve ….Definitivamente me julgo ousada demais até mesmo de tanto que as pessoas me taxam dessa forma …. mas isso pouco me importa tbm …Ameiiii tudoo de bom mesmo Bjs Sucesso hj e Sempre

  16. Tamiris disse:

    Nossa é terapia , eu me encontrei nas suas palavras ! eu fiz essa escolha !

  17. Renata Lins (@repimlins) disse:

    Lu, como é que esse tinha passado e eu nem tinha visto? Hoje mesmo tava citando a frase da Leila Diniz… sábia, sábia Leila Diniz…

  18. Valdirene Pascoal disse:

    Incrível a maneira como você descreve a liberdade de amar e tranquila quem decide viver dessa forma. Parabéns!

  19. Jânio Florêncio disse:

    “Por fim, acho que os sentimentos são pêndulos e não retas. Não acho que existe relação entre profundidade e intensidade ou valor. O pêndulo indica que, quanto mais leve, mais pesado. Quem não se arrisca na leveza não conhece a profundidade, diz lá o Eco e o Kundera. Eu tô nessa. Escolhi o riso. Escolho o bom. pra mim e pro outro.”

    Acho mesmo que tudo se relaciona. Intensidade, profundidade, valor… A menos que os sentimentos e sensações sejam programas de computador em um sistema, não compatíveis, que instalamos e desinstalamos a todo momento. Para mim, os sentimentos – e penso serem estes os reais reguladores das relações podendo gerar dor e alegria… – são mais parecidos com os vírus (no entendimento prático da palavra) que, uma vez inoculado, se multiplicam, se desenvolvem e podem desarraigar-se tomando, muitas vezes, proporções dantescas nos ensinando, em muitos casos, o real sabor das coisas. Sem me desfazer da razão, acabamos por preferir o sabor superficial… a matrix. Afinal, mesmo com tanta consciência, temos medo das nossas próprias verdades.

    Seu texto (bem escrito por sinal) e ao contrário da maioria aqui, me incomodou. Incomodou por eu pensar que uma boa escolha precisa ser bem tomada. E para tanto, penso ser imprescindível estar disposto a se conhecer melhor, conhecendo bem o outro. E isso não se dá apenas pelo riso e pela leveza. Infelizmente! O pêndulo é apenas um dos caminhos. Nem o certo nem o errado. Apenas um.

    Em seu post resposta ao da “aninhalive”. Você afirma: “Eu tô nessa. Escolhi o riso. Escolho o bom, pra mim e pro outro.” Como pode saber o que é bom pro outro? Será que sabemos realmente o que é bom pra nós mesmos? Não é uma busca constante onde os sentimentos se esbarram e não só riso e leveza nos ajudam a compreender melhor a relação e nossa participação nela para o bem comum dos dois… três, quatro… dez?

    “Somos tudo. Não apenas o que queremos ser.”

    Parabéns pelo texto!

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