Eu, eu mesma e o mundo

Ter prazer em viajar, ir ao cinema, à praia, andar pela cidade, almoçar em um restaurante sozinha. Melhor, com uma ótima companhia: você mesma. Taí uma coisa que eu gosto. Ficar comigo e descobrir sentimentos, me surpreender estando só eu e mais ninguém. Mas também saber que tem hora que eu quero gente, às vezes uma; outras vezes, várias. E poder escolher a companhia que eu quero pra cada momento.

Estar sozinha e saber que não está envolta na solidão. Ao contrário do que querem nos ensinar a todo tempo, estar sem uma pessoa pra chamar de sua, não é o fim do mundo. Pelo contrário. Vejo a “solteirice” como um começo de mundo, uma possibilidade de um mundo novo. Não quero com isso, dizer que os relacionamentos não são coisas boas. Quero só dizer, que há felicidade em toda forma de status de relacionamento.

Definem meu estado civil como “solteira”. Se eu pudesse, colocaria bem assim no RG: livre. A liberdade de experimentar diversas relações ao mesmo tempo, diversos prazeres, diversos amores e paixões e, acima de tudo, me experimentar o tempo todo é o estado em que me encontro.

Não me interpretem mal e achem que sou contra os relacionamentos monogâmicos. Não, até gosto deles, até já fui moça namoradeira. Mas de um tempo pra cá, sou daquele tipo de mulher que só diz sim. Digo sim à minha vida, ao meu corpo, ao meu prazer, aos meus amigos e amigas, e àqueles que aparecem no meu caminho e querem dividir bons momentos sexuais comigo. Uns se demoram mais, outros menos. Mas são importantes cada qual a seu jeito.

Percebo que a escolha de estar sozinha e livre não é tão fácil para muitas mulheres. Nem sempre foi pra mim. Não são poucas as vezes que ouço e vejo amigas, conhecidas, “a prima da vizinha da tia” presas a relacionamentos que não cumprem a sua principal função: ser prazeroso.

De que me adianta ter alguém pra levar ao almoço de domingo da família, se não sinto mais prazer ao seu lado? Mas a família que come macarronada ao redor da mesa prefere ter no clã uma mulher infeliz e direita do que uma biscate mal falada. E não querem entender que o problema não está na biscate, mas naqueles que vociferam contra ela.

Não são raras as vezes que vejo e ouço mulheres que gostariam apenas de estar em um relacionamento, não importa com quem e muito menos se será gostoso. Nem que isso signifique um cinema, uma pizza e um amor mal feito depressa no final do domingo.

Daí que romper não só com o almoço dominical, mas também com os padrões Revista Nova, ou mocinha de comédia romântica, vai tempo e vai coragem. E nem todo mundo quer encarar isso e se jogar no mundo e na vida. E nem sei também se têm que fazer isso. Mas as escolhas precisam ser respeitadas e não colocadas em níveis de melhor e pior porque isso não existe.

Esse post foi publicado em uma biscate quer. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Eu, eu mesma e o mundo

  1. Juliana disse:

    Very good.

  2. Lindo. De uma simplicidade que diz tudo.

    Sou bem assim também, bem livre. 🙂

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