Somos Free

Por Luciana Pereira*, nossa Biscate Convidada

“Não se nasce biscate, torna-se biscate”. Frase original de uma famosa feminista francesa que, por razão desconhecida, se transformou com o passar dos anos. A frase, não a feminista. A feminista, esta, manteve-se biscate por toda a vida. Uma brava.

 Mas o leitor deve estar confuso se perguntando sobre o que pode haver de bravo em ser biscate. Não sei o que o Aurélio diz sobre ser biscate. Mas eu sei o que dizem os Joões, as Marias e os Pedros da vida sobre isso. E o que dizem não é bom. Porque a biscate é imbuída de uma subversidade natural de sua condição e isso pode aguçar a desconfiança de alguns. A biscate fode as regras. A biscate fode. E isso já é suficiente pra exaltar os ânimos. E até no país da biscate mor, quer dizer, da feminista supracitada, Jeans, Maries e Pierres propagam os mesmos preconceitos. Deve ser porque se trata do país dos direitos do homem, não das biscates.

 No país dos direitos das biscates, não existem dedos em riste. Em riste, outras coisas. Porque não há nada mais apaixonante que observar uma biscate. É como observar um passarinho em voo livre porque a biscate é dona de algo que país nenhum, que regra nenhuma, nem Pierre nenhum é capaz de tirar: liberdade. E você me pergunta o que há de bravo. Ora! Experimente ser biscate. Experimente viver sem culpa.

* Luciana Pereira, ou simplesmente Luci, é uma nordestina querida, biscate amorosa, que reside atualmente na França e comete o blog Caso Me Esqueçam. É chegada a uma cerveja, riso solto e abraço gostoso. Se a gente elogiar um tanto e insistir outro tanto, é capaz de voltar a escrever por aqui, entre as aulas na Universidade, a dieta que faz e os chamegos com o benzinho. 


Sobre biscatesocialclub

"se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim..."
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11 respostas para Somos Free

  1. Vanessa Prates disse:

    Gente, essa imagem maravilhosa, hein?
    Donde saiu?

  2. Clara disse:

    … É como observar um passarinho em voo livre porque a biscate é dona de algo que país nenhum, que regra nenhuma, nem Pierre nenhum é capaz de tirar: liberdade. E você me pergunta o que há de bravo. Ora! Experimente ser biscate. Experimente viver sem culpa. “FANTASTIQUE”

  3. Luciana disse:

    Eu gosto sempre – e muito – dos seus posts, então é redundante elogiar por este prisma. Mas eu preciso dizer que essa sacada ” Deve ser porque se trata do país dos direitos do homem, não das biscates.” foi maravilhosa. Puxar o tapete? Trabalhamos.

    E “experimente viver sem culpa”? Um convite irrecusável. Obrigada, obrigada mesmo, pelo texto.

  4. Bom projeto para 2012 experimentar viver sem culpa ;-))))))))))))

  5. Iara disse:

    Luci, SUA LINDA! Amei o texto todo. Eu curto muito seu estilo, que é o mesmo quando faz a gente gargalhar e quando faz a gente pensar.

  6. Anne disse:

    Muito bom seu post. Gostei de tudo, e estou tentando viver sem culpa.

  7. Marília Moscou disse:

    Culpa Zero – programa Biscate de reabilitação para moças. Sou a favor.

  8. Midevaneio disse:

    A partir de agora me chamou de biscate eu respondo: Sou mesmo e vivo sem culpa =D

  9. Assim tão curto texto, não resume nada e responde tudo. Amei.

  10. Pingback: Sexta-Feira 13, dia oficial da Biscate |

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